A importância das texturas na comida

alimentação bebé

De tempos a tempos irei publicar aqui no site textos de autoria de pediatras, médicos de família, psicólogos e outros profissionais com quem tenho o privilégio de trabalhar.

Inauguro esta secção com um texto do médico pediatra Hugo Rodrigues, autor do blog Pediatra para Todos  sobre a importância da introdução precoce das texturas na alimentação dos nossos filhos.

No meu livro “Comer sem Birras” falo também sobre esta introdução e como devemos ir oferecendo diferentes alimentos, cozinhados de diferentes formas aos nossos bebés desde cedo. É meio caminho andado para que os nossos pequeninos sejam “boa boca”. 😉

Querem saber a opinião do Dr. Hugo Rodrigues? Então aqui fica!

Cada vez se discute mais a importância da estimulação sensorial para o correcto desenvolvimento da criança e isso atinge o seu expoente máximo nas questões da alimentação.
Está provado que não é fácil introduzir comida sólida às crianças após os 15 meses de idade, se antes elas não tiverem iniciado já esse contacto. Esse aspecto é particularmente relevante se pensarmos que nos primeiros meses da diversificação alimentar, as crianças contactam apenas com “papas”: sopa, fruta, farinhas, …
Assim, acho que os pais devem tentar variar o mais possível a consistência das suas comidas (sopa e fruta, essencialmente) e introduzir precocemente – entre os 6-9 meses – alguns alimentos sólidos (pão, bolacha e, eventualmente, pequeninos pedaços de fruta).
Há hoje em dia no mercado uma espécie de “rede” que serve para colocar alimentos lá dentro e as crianças metem à boca para ir “chuchando” neles, sem o perigo do engasgamento. Parece-me uma ideia lógica e bastante produtiva e, pelo que tenho visto da minha prática profissional, funciona muito bem.
A partir dos 9 meses deve mesmo começar a dar alimentos sólidos como 2º prato e, até, começar a tentar passar pouco a sopa para lhe dar uma textura diferente.
É preciso educar o paladar, mas também o seu componente “táctil” e a melhor altura são os primeiros tempos de vida.
É mesmo como diz o ditado: “é de pequenino que se torce o pepino”!

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