A ti, Mãe

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A ti, Mãe que foste sem medo para o hospital, tranquila, depois de te rebentarem as águas… força. A ti, Mãe, que estavas histérica de nervosismo e foste para o hospital várias vezes antes da “hora certa” porque não conseguias conter a tua ansiedade…força.

A ti, Mãe que tiveste o teu filho de um parto normal, de termo, que o abraçaste cheia de emoção e que te apaixonaste naquele momento como nunca pensaste ser possível… força. A ti, Mãe, que tiveste o teu filho de cesariana (programada ou não)… força. A ti, Mãe que não te apaixonaste imediatamente, que te sentiste culpada por isso, que ficaste num lugar negro quando querias tanto inundar-te de Amor… força.

A ti, Mãe que amamentaste com orgulho e infinito amor e a ti, Mãe que ofereces o biberão com o mesmo amor e abnegação de quem oferece parte de si…força.

A ti, Mãe que dormes com o teu filho aninhado em ti e a ti, Mãe que o colocas na sua caminha para dormir; a ti, que te levantas 7 vezes por noite para embalar o teu filho; a ti, que acordas de hora a hora para dar de mamar; a ti, que ficas com a mão enregelada enquanto a deixas pendurada 1h30 esperando que o teu filho adormeça… força.

A ti, Mãe que já não olhas para ti… força. A ti, Mãe que o cansaço te priva de seres quem és; a ti, que deixaste de trabalhar ou que vais para o emprego com um “capacete” pesado na cabeça porque não dormes há meses ou anos…força.

A ti, Mãe que mesmo acordando vezes sem conta e não descansando  por mais de 2 ou 3h seguidas olhas para o teu filho e te apetece estrafega-lo com beijos…força. A ti, que por vezes tens vontade de mandar o miúdo pela janela, que já lhe deste uns gritos de noite ou até uma palmada…força e calma. 

A ti, Mãe que já não jantas tranquila, que não vês uma série com o teu amor adulto, que não namoras, que não te sentes sexy desde que o teu pequenino nasceu…força.

A ti, Mãe que ficas com o teu filho em casa quando ele está doente, que faltas ao trabalho, que fazes malabarismo entre tarefas intermináveis, que consegues fazer o jantar delicioso, fazer ginástica, tratar dos miúdos, ter energia e vontade para brincar e ama-los, que consegues chegar a todo o lado (menos a ti, talvez)…força. A ti, Mãe que anda em modo de sobrevivência, assegurando apenas que os miúdos estão limpos e alimentados, mas sem tempo nem vontade para mais nada… força.

A ti, Mãe que vives histórias verdadeiramente trágicas... que ficas doente por não descansar, que entras numa espiral de depressão, que perdes peso a ponto de perturbar a tua saúde, que estás sozinha com os teus filhos, que não tens apoio…e a ti, Mãe que és uma sortuda por ter uma vida recheada de Amor e consolo, mas que ainda assim muitas vezes se sente perdida… força.

A ti, Mãe que tens o filho saudável e a ti, Mãe que tens o filho doente, que passa tempo demais no hospital e em exames e que não merece nada do que possa ter… força.

Estas são as “minhas Mães” com que eu tenho estado ao longo dos anos. As mães “boas” e “más”, as “responsáveis”, as “sortudas”, as “loucas”, as “egoístas”… são as mulheres com quem vou estando, com quem me ligo, que me deixam entrar nas suas vidas. São muito diferentes, mas todas são mães que não dormem ou que passaram por uma privação de sono grande no passado. Mas todas têm um denominador comum: o Amor pelos seus filhos.

Todas precisam de um empurrãozinho… de força, coragem. Ser Mãe não é fácil. Há muitos muros de diferentes tamanhos que se vão plantando à nossa frente…alguns são baixinhos e fáceis de mandar abaixo… outros parecem-nos intransponíveis. Com cansaço extremo parecem-nos ainda maiores. Mas são muros da treta quando comparados com o Bem maior que é o Amor incondicional dos nossos miúdos. 

Força, Mães. Somos as melhores. E sabem que mais? Podemos por vezes esquecer, mas os nossos filhos sabem disso!

 

 

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