O que vai caindo quando não dormimos

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Quando um bebé de 20 meses acorda 6 e 7 vezes por noite é impossível assumir que descansa.
Quando uma criança com 3 anos faz uma guerra para ir dormir e acaba por adormecer, já depois dos pais, enquanto vê televisão no meio deles, é natural que todos fiquem ansiosos com o chegar da noite.
Quando uma mãe me diz que não dorme mais de 3h seguidas há 14 meses é natural que esteja exausta.
Estou com mães todos os dias. E se é certo que muitas não têm casos tão “dramáticos”, a verdade é que a maioria que me procura está à beira da exaustão. Isto porque obviamente já tentaram de tudo para conseguir dormir e para que os seus filhos descansem. Mas nada funciona.
E todos os dias as vejo chegar. Muitas vezes tristes. Outras nervosas. Frustradas. Irritadas.
Algumas – poucas – mantêm um sentido de humor que me surpreende e até brincam com a situação. Mas todas… muito cansadas. 


Pelo caminho esqueceram-se por vezes de si próprias. Esqueceram-se dos maridos. Esqueceram-se de namorar. De terem amigas. De serem filhas. Esqueceram-se porque simplesmente não têm energia, nem força, nem vontade.
A maior parte, mesmo assim, não esquece nunca os seus filhos. E apesar de cansadas conseguem sempre esticar um pouco mais a corda – já tão tensa – de forma a dar um pouco mais de si.
E este é mais um dos milagres da maternidade.
Para bem de todos é importante não deixar esticar a corda desta forma. Porque por vezes causamos danos irreparáveis nas nossas vidas. É essencial não desistir.

No sono dos nossos filhos (e na sua educação em geral) não há falhas nem culpas – ao contrário do que tantas mães me dizem sentir. E na maior parte das vezes também não há nenhum problema grave. Há apenas necessidade de estrutura, organização, paciência e consistência. Depois disso, o equilíbrio costuma tomar conta de todos e a tranquilidade regressa – ou chega pela primeira vez.

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