Palavras da mãe da Sofia

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Não poderia dizer melhor. É algo de que falo tão frequentemente, mas que continuamos a assistir vezes demais. Partilho aqui, com a devida autorização, um email que recebi hoje de uma das minhas mães. Para que sirva de voz a tantas outras que se debatem com o mesmo.
“Querida Filipa,
Ser mãe hoje em dia é tão difícil! (…) Se o nosso bebé é alimentado por fórmula em vez de ser amamentado, é porque devíamos ter vergonha e nem deveríamos ter o direito a ser mães. Se fazemos co-sleeping, é porque somos irresponsáveis e preguiçosas. Se fazemos com que o nosso filho durma numa cama sozinho, somos más e insensíveis. Se colocamos os nossos bebés na creche, somos más mães. Mas se somos mães a tempo inteiro, é porque não temos nada para fazer. Se vamos trabalhar cedo demais, é porque não permitimos o apego. Mas se tiramos licença prolongada é porque não fazemos nenhum e devemos ser ricas. Mas porque raio é tão difícil deixarem as mães educar os seus filhos como elas querem? Na maior parte dos casos as ferramentas que todas usamos são o amor, a atenção e o carinho e cuidado genuíno, correcto? Porque é que isso não chega?
Não imagina a quantidade de vezes que me tentam fazer sentir mal por eu ter ensinado a Sofia a dormir! Mesmo quando tantos estudos indicam que há muitos benefícios para um bebé que sabe adormecer de forma independente. Mesmo quando a minha filha é linda, super amada, super saudável e super bem tratada por mim e pelo pai. A Sofia é um bebé muito mais feliz hoje em dia que dorme do que antes de a conhecermos. E nós pais também. Até as educadoras me dizem o mesmo na escolinha!
Porque será que quem não concorda insiste em meter o bedelho com os seus juízos de valor? Será que não serei eu quem deveria saber o que é o melhor para a minha filha? E será que não sou eu, que vive com ela, que sabe e conhece a enorme diferença para melhor que ela teve depois de passar a dormir uma noite sem interrupções? (…) Será que antes quando não pregávamos olho e eu não tinha paciencia para nada achavam que eu era melhor mãe? (…)”

As palavras da mãe da Sofia são as mesmas de tantas outras mães.

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